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Você é um amigo de verdade? (2)

por Keith Simon

Se você quiser ter o tipo de amigos que a Bíblia diz que todos nós precisamos, então você vai ter que lidar com a natureza contra-intuitiva do cristianismo. Muita coisa da vida cristã está fora de sintonia com a maneira como nós naturalmente pensamos por nós mesmos. Pode até parecer que estamos correndo contra o que poderíamos chamar de "senso comum". Por exemplo, tanto a nossa natureza quanto a cultura aprovam "aquele que ganha o mundo", enquanto Jesus aprova "aquele que perde sua vida". Outro exemplo é que nós somos ensinados que o caminho para a grandeza é pavimentado sobre a auto-indulgência, mas Jesus ensina que a grandeza é obtida através da servidão. Encontrar a sua vida ao perdê-la é um enorme passo de fé em Deus.

O mesmo é verdadeiro quando se trata de definir um verdadeiro amigo. Provérbios 27:6 diz que "Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos." Tenho certeza de que você pode ver o que é contra-intuitivo, neste versículo. Ele completamente redefine o que é verdadeira amizade. Nossos círculos sociais operam de forma oposta ao que este versículo nos ensina. A norma em nosso mundo é "beijar" o seu amigo e "ferir" o inimigo.

É raro (na fronteira da inexistência) um amigo nos desafiar, apontar o pecado em nossas vidas, ou chamar nossa atenção para uma falha na nossa forma de criar os filhos ou nos nossos hábitos. Por que ninguém aponta esses nossos erros para nós? Você é tão ingênuo para acreditar que é porque não viram nada que precisa ser salientado? Sério? Duvido muito.

Um dos motivos por que não dizem nada é que não querem perder sua amizade. Eles temem que, se lhe disser algo que você não queira ouvir, você acabe se afastando deles. E já que eles não querem isso, eles se calam. (Na verdade, o melhor cenário normalmente seria eles ficarem calados. Um cenário mais provável é eles falarem aos outros sobre o seu pecado, maus hábitos e más escolhas. Não fique chocado. Você faz a mesma coisa com os outros.)

Como você reagiu, no passado, quando alguém lhe dissesse algo que foi difícil para você ouvir? Se um amigo já lhe disse você foi muito brando (ou áspero) com seu filho, ou que você fofocou, ou que você tem se importado muito sobre o que os outros pensam, ou que você pareceu arrogante, como você respondeu? Se você não entendeu e acreditou em Provérbios 27:6, você diria, "Ai! Isso realmente dói. Obrigado por ser um bom amigo." Entende o que quero dizer com ser um contra senso? Estamos mais propensos a responder dizendo: "Eu pensei que você fosse um amigo, mas eu estava errado."

Quando alguém diz algo que é difícil de ouvir, qual é a sua provável resposta? Se você for como eu, deve ser uma combinação das seguintes características:

1. Defensiva;
2. Tenta transferir a culpa;
3. Ataca a pessoa que disse.

Por que agimos dessa maneira? Porque nós erroneamente acreditamos que aqueles que dizem coisas difíceis para nós são nossos inimigos. Nós entendemos erroneamente que o que eles estão dizendo é prejudicial. Digo "entendemos erroneamente" porque Provérbios 27:6 nos diz exatamente o oposto. Confundimos os nossos amigos com inimigos.

Antes de fechar por hoje, quero dizer a única maneira que eu sei como fazer para ter o tipo de amigos que estão dispostos a "ferir" você. Peça-lhes para fazê-lo. Dê-lhes permissão para dizer coisas duras para você. Você já disse algo assim a um ou dois amigos de confiança como seu cônjuge, filhos ou pais?


"Eu sei que isso parece loucura, mas eu realmente confio em você e valorizo sua perspectiva. Então, eu quero convidar você a compartilhar comigo coisas que vão ser difíceis para eu ouvir. Quando (não se, mas quando) você vir pecado em minha vida, não pense que eu estou ciente dele, por favor, aponte-o para mim. Quando (não se) você me ver errar com os meus filhos ou minha esposa, por favor, me diga. Tudo é jogo limpo. Nada está fora dos limites."


"Eu queria prometer que sempre iria responder imediatamente com humildade e arrependimento, mas pode ser que nem sempre isso seja verdade. Mas eu prometo que não vou usar os seus comentários contra você e nem deixarei isso estragar a nossa amizade. Eu quero que você saiba que vou ver a sua vontade de dizer as coisas difíceis para mim como um sinal de que você é um amigo de verdade e não um inimigo dando elogios falsos ou superficiais."

O objetivo aqui é que as pessoas saibam que você acredita em Provérbios 27:6, quando diz que “as feridas de um amigo podem ser confiáveis.” Sim, o que eles dizem pode doer um pouco. Qualquer ferida dói. Mas as feridas feitas por um amigo levam à vida.

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo
Retirado de iPródigo




Leia também:

- Você é um amigo de verdade?
- Julgamento
- Peça Ajuda
- A reputação de Cristo em nós
- Amor doador e perdoador

Você é um amigo de verdade?

por Keith Simon

Poucos de nós têm o tipo de amigos que a Bíblia diz que precisamos. Isso porque o que se fala sobre amizade, hoje, é muitas vezes uma imitação barata do que realmente é. Eu acho que existem muitas razões para que a verdadeira amizade seja mais difícil de encontrar no mundo atual. Há sempre os culpados habituais, tais como a falta de tempo (estamos sempre ocupados) e a tecnologia que vai desde televisores de alta definição, que fazem tudo ser divertido de assistir, até as mensagens de texto do celular.

Mas acho que há razões mais profundas e que são mais interessantes. Provérbios 27:6 diz que "Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos." De acordo com esse versículo, muitas vezes ficamos confusos sobre quem são nossos amigos e inimigos. Soa estranho, não é? Quem seria estúpido o suficiente para pensar que seu amigo é um inimigo e seu inimigo um amigo? Bem, eu acho que a maioria (ou todos) de nós em um momento ou outro.

Segundo o livro dos Provérbios, um verdadeiro amigo irá, ocasionalmente, ferir você. Agora pense nisso por um momento. A ferida dói. Não é agradável. Pode levar algum tempo para sarar. Ninguém acorda de manhã e diz: “Eu espero que eu fique ferido hoje!” Não, nós geralmente acordamos esperando que o dia vá acontecer à “nossa maneira”, ou seja, confortável, fácil e sem complicações. Ferimentos não se encaixam nesse quadro, mas beijos com certeza.

Nós amamos quando as pessoas nos "beijam", afirmando-nos e nos dizendo o que queremos ouvir. "Você estava certo em ficar com raiva.", "Você não merece ser tratado dessa maneira.", "Você precisa cuidar de si mesmo." Mas a Bíblia diz que da mesma forma que lobos podem aparecer em pele de cordeiro, nossos inimigos também podem "vestir-se" como amigos. E a fantasia que usam são muitos "beijos".

Parece que preferimos simplesmente deixar nossos "amigos" entrarem em um caminho prejudicial ao invés de falar-lhes sobre o que está acontecendo em suas vidas. Temos medo que eles fiquem ofendidos ou nos entendam mal ou fiquem na defensiva. E, claro, tudo isso é verdade. Eles podem fazer essas coisas. Mas um amigo assume um risco que o inimigo não assume.

Há alguma conversa difícil que você precisa ter com alguém? Algum amigo seu está fazendo más escolhas em seus relacionamentos, casamento, com seus filhos, finanças, no envolvimento com a igreja? Você é amigo o suficiente para bancar um almoço com ele e conversar sobre isso? Se você estivesse em sua posição, descendo pelo mesmo caminho que ele, você gostaria que ele falasse com você sobre isso?

Se você estiver disposto a ter uma dessas conversas difíceis, aqui estão algumas dicas…

1. Encontre o momento certo para fazê-lo. Esta não é o tipo de conversa que você tem ao celular enquanto está dirigindo, levando seus filhos para suas atividades diárias. Parafraseando Paul Tripp em Age of Opportunity “Não comprima uma conversa de cem dólares em momentos de um centavo.”

2. Antes de ir, engula uma grande dose de humildade. Lide com seu próprio coração para que você não vá para a conversa com uma atitude hipócrita. Mas não caia na armadilha de pensar que porque você também é um pecador, você não deveria falar com ele. Nós todos somos pecadores. Portanto, se os pecadores não podem falar com outros pecadores sobre os seus pecados, então todos nós estamos por nossa conta. E eu tenho certeza que não é como a Bíblia nos ensina a viver.
De fato, sua reticência em falar com a pessoa pode ser um bom sinal. Isso provavelmente mostra que você está ciente de seu próprio pecado e de suas próprias lutas, o que irá impedi-lo de aparecer como o bonzão. Se você está animado sobre a conversa e ansioso para o confronto, provavelmente é um bom sinal de que você não está pronto para tê-lo.

3. Certifique-se que a pessoa saiba que você se preocupa com ela. Você pode dizer algo mais ou menos assim. "Maria, isso pode ser um pouco estranho, mas eu quero falar com você sobre algo que pode ser importante. E eu quero que você saiba que a única razão por que eu estou falando isso é que eu realmente me importo com você. Seria muito mais fácil para mim simplesmente ignorar este fato, mas eu não quero fazer isso porque penso que você é um dos meus verdadeiros amigos."

4. Não suponha que você está certo em sua avaliação da situação. Pode haver mais coisa na história do que você está ciente. Outro exemplo: "João, eu não tenho certeza se estou certo sobre isso, mas aqui está o que eu acho que percebo… Pode ser que haja muita coisa acontecendo que eu não vejo. Talvez eu possa estar equivocado."

5. Não espere uma resposta imediata. Você pode dizer: “Não sinta qualquer pressão para responder agora. Tudo que peço é que pense e ore sobre isso. Se você acha que eu estou falando sem base, diga-me.”

6. Não tome a primeira resposta como a resposta final. Algumas pessoas podem ficar com raiva num primeiro momento, mas depois, quando elas estiverem sozinhas, com tempo para processar o que você disse, elas poderão ter uma opinião diferente sobre a situação.

7. Se explique. Se a pessoa com que você está falando ficar com raiva ou excessivamente defensiva, você pode dizer: "Sei que você está chateado comigo. Sinto muito, porque eu realmente não queria que isso acontecesse. Eu só estava tentando fazer por você o que eu quero que você faça por mim. Eu o considero um bom amigo e quero que você saiba que eu estou sempre do seu lado."

8. Nem sobre tudo vale a pena falar com alguém. Se tivermos uma conversa sobre todos os pecados que nós vemos ou sobre toda decisão de uma pessoa com que discordamos, então nós vamos falar com as pessoas sobre isso o tempo todo. E isso não é bom para nós nem para eles. Eu acho que você pode aplicar a Regra de Ouro para cada situação e perguntar: "Se eu estivesse na situação do meu amigo, eu gostaria que ele me falasse sobre essa questão."


Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo
Retirado de iPródigo



Leia também:

- Julgamento
- A influência dos Amigos
- Cuidado com o Pecado
- O Poder das Palavras
- O Ministério da Reconciliação e o Perdão

Julgamento

Por Jeff Lacine

Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais. Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro? (1 Coríntios 5:11-12)

É perigoso não ser julgado. Nós precisamos de outras pessoas que nos julguem, com julgamento justo (João 7:24). Precisamos prestar contas. Se não tivermos amigos cristãos que sejam próximos o suficiente para nos confrontar quando nossa vida não combinar com nossa confissão, então devemos tremer.

O tipo de julgamento a que eu me refiro não é aquele gerado pelo desejo de diminuir os outros ou por causa do sentimento de superioridade – numa disposição paternalista. Pelo contrário, vem de uma tenra disposição de amor. Vem de um Natã que está disposto a dizer a Davi que ele deve se arrepender e voltar para Deus (2 Samuel 12).

Devemos temer a Deus à luz do pecado que pode nos enganar e destruir. Não devemos temer o julgamento que vem de amigos na igreja que nos ajuda a lutar contra o pecado. Isso é graça!

É infinitamente mais seguro ser parte de uma igreja local que se preocupa com nossas almas. Glória a Deus pela segurança que há no julgamento justo de seu povo. É graça do céu!

Traduzido por Daniel TC | iPródigo | Original aqui.
Retirado de iPródigo

Avivamento - Parte 2



Bom, vamos a segunda parte do sermão de Charles Spurgeon sobre o Avivamento na Igreja. Na primeira parte foi apresentada a base para a convicção de que precisamos de um avivamento. Na segunda parte veremos a solução desse grande problema que enfrentamos.


Aviva-nos Ó Senhor!!

Por Charles Spurgeon

Habacuque orou: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!". Você ouve esse clamor por avivamento? Este é o nosso problema: há muitos que afirmam desejar o avivamento, mas não clamam por ele, não aspiram a ele.

O verdadeiro cristão, quando confrontado com a necessidade de avivamento pessoal, terá aspiração. Insatisfeito, imediatamente se esforçará para alcançá-lo. O verdadeiro cristão orará dia e noite: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!".

Eu perguntaria apenas isto aos que sentem a necessidade de um avivamento pessoal: você pode aspirar ao seu avivamento? Se puder, então, aspire! Que Deus se agrade de lhe conceder a graça de continuar clamando. Então, transforme sua aspiração em oração.

Transforme sua aspiração em oração. Não diga: "Senhor, sinto necessidade de avivamento. Pretendo cuidar disso hoje à tarde — então começarei a avivar minha alma". Não tome nenhuma decisão sobre o que você fará: suas decisões certamente serão frustradas. Em vez de tentar avivar a si mesmo, ore. Não diga: "Vou me avivar", mas clame: "O Senhor, aviva tua obra".

Dizer: "Vou me avivar" mostra que você não conhece sua verdadeira condição. Se a conhecesse, não tentaria avivar a si mesmo sem a ajuda de Deus, assim como ninguém espera que um soldado ferido em batalha cure a si mesmo sem remédio ou que procure ele mesmo o hospital, tendo as pernas e os braços feridos.

Insisto: não faça nada sem antes orar a Deus e clamar: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!". Comece por se humilhar, abandonando toda esperança de avivar a si mesmo, mas comece logo a orar com convicção e a suplicar sinceramente a Deus: "O Senhor, faça por mim o que não consigo fazer por mim mesmo. O Senhor, aviva tua obra!".

Acredito que a ausência da sã doutrina é outra prova de que a Igreja precisa de avivamento. Em certo sentido, a sã doutrina desapareceu. Aconteceu quando os pregadores deixaram de pregar a sã doutrina com receio de serem mal recebidas. Pararam de falar de "eleição", "depravação" e "graça ilimitada" porque achavam que o povo se desinteressaria dessa mensagem.

Semelhantemente, os membros de igreja se enfraqueceram na doutrina. Os membros de igreja hoje mudam de doutrina com tanta freqüência quanto trocam de amizades. Dificilmente constituem o tipo de pessoa que morrerá por suas convicções. Observe sua frouxidão! Eles têm o que chamam "reuniões de oração". Deveriam ser chamadas "reuniões dos remanescentes", pois são freqüentadas por uns poucos.

Alguns concordarão comigo em que a Igreja precisa de avivamento, mas peço que, em vez de reclamar de seu pastor, em vez de achar defeitos em alguns aspectos da Igreja, você clame: "Aviva a tua obra, ó SENHOR".

Alguém dirá: "Ah, se tivéssemos outro pastor! Ah, se tivéssemos outro estilo de culto! Ah, se tivéssemos outro tipo de pregação!". Você não precisa de novos estilos ou de gente nova: você precisa de vida naquilo que tem. Se você quiser mover um trem, não precisa de uma locomotiva nova ou mesmo de dez locomotivas: você precisa acender o fogo e fazer o vapor mover a locomotiva que você tem!

A igreja não precisa de nova pessoa ou novo plano, mas precisa da vida de Deus neles. Pecamos isso a Deus! Talvez ele esteja pronto para chacoalhar o mundo desde os fundamentos. Talvez mesmo agora ele esteja pronto para derramar uma grande influência sobre seu povo, que tornará a Igreja desta geração viva como nunca antes.



Retirado de Charles Haddon Spurgeon






Leia também:

- Na tortura, em quanto tempo você negaria Jesus?
- Espiritualidade Ordinária
- Largue a Prancha
- Novos Começos
- Para Refletir...
 

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