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Legalismo vs Busca pela Santidade

"Como diferenciar uma pessoa legalista de alguém que deseja sinceramente melhorar como pessoa, julgando o certo e o errado?"


Há uma diferença muito grande entre preocupar-se com a lei e ser legalista. As escrituras aprovam a preocupação - movida pelo amor - com o cumprimento da vontade moral de Deus; e ao mesmo tempo condenam a obsessão neurótica - movida pelo medo - com a lei.

Então, qual é a diferença entre ser santo e ser legalista?



▸ O santo se relaciona com Deus em amor, o legalista procura cumprir a lei em temor servil.

▸ O santo sabe que entrará no reino dos céus pelo sacrifício de um outro que foi espancado e morto em seu lugar, o legalista não consegue entender uma relação com Deus que não seja baseada em performance.

▸ O santo cai e se levanta, confiando mais na misericórdia de Deus do que na sua inocência, o legalista só se perdoa depois de haver expiado pessoalmente a sua culpa.

▸ O santo se relaciona com Deus através de Cristo, o legalista se relaciona com Deus através da lei.

▸ O santo usa as Escrituras para revelar o amor gracioso de Deus pelos pecadores, o legalista usa a Bíblia para justificar a sessão de apedrejamento do que pecou.

▸ O santo surpreende-se com a doçura da graça de Deus, o legalista espanta-se com a estreiteza do caminho que leva ao céu.

▸ O santo é bom e justo, já o legalista costuma ser apenas justo. Em suma, o santo é justo, o legalista é justiceiro.

▸ O santo tem sempre alguém na vida com quem pode falar sobre suas fragilidades morais, o legalista procura ocultá-las até de si mesmo.

▸ O santo surpreende-se com a condescendência divina em face da sua fraqueza moral, o legalista não entende como não é mais abençoado em face do seu desempenho ético.

▸ O santo se relaciona com Deus através de Cristo, o legalista se relaciona apenas com Deus. Por isso, o santo encontra o Pai, o legalista o Diabo.


Rev. Antônio Carlos Costa


Adaptado de Genizah




Leia também:

- Legalismo
- Compromisso ou Interesse
- Cultivar a Santidade
- Tempo Oportuno
- Leia a Bíblia

Choro de arrependimento

"...E, retirando-se dali, chorou." (Marcos 14:72)

Têm sido considerado por alguns que, enquanto Pedro viveu, a fonte de suas lágrimas começava a jorrar sempre que se lembrava de sua negação do seu Senhor. Não é improvável que fosse assim (por ser seu pecado muito grande, e a graça ter posteriormente feito nele um trabalho perfeito). Esta mesma experiência é comum a toda a família dos remidos de acordo com a proporção com que o Espírito de Deus tenha removido o coração de pedra original.

Nós, como Pedro, lembramo-nos da nossa presunçosa promessa: "Ainda que todos os homens venham a renunciar a Ti, eu não irei". Nós engolimos nossas palavras com as ervas amargas do arrependimento. Quando pensamos sobre o que nós prometemos que seríamos, e o que temos sido, podemos chorar inteiras chuvas de tristeza. Ele pensou em sua negação de seu Senhor. O lugar onde fez isto, o motivo mesquinho que o levou a tão abominável pecado, o juramento e a blasfêmia com os quais tentou corroborar sua falsidade, e a terrível dureza de coração que o levou a fazê-lo de novo e de novo ainda.

Pedro também pensou sobre o olhar de amor de seu Mestre. O Senhor seguiu de perto o cantar de aviso do galo com um olhar admonitório de pesar, piedade e amor. Aquele golpe de vista nunca saiu da mente de Pedro por quanto ele viveu. Foi muito mais efetivo do que dez mil sermões poderiam ter sido sem o Espírito. O penitente apóstolo estaria certo de chorar quando recolhesse o pleno perdão do Salvador, o qual o restaurou à sua condição anterior. Pensar que nós temos ofendido tão amável e bondoso Senhor é mais do que razão suficiente para sermos constantes pranteadores. Senhor, atinja nossos corações de pedra, e faça as águas fluírem.


Retirado de Projeto Spurgeon




Leia também:

- O Deus que não desistirá
- Entre pedras e almofadas
- Eu quero ser um Vaso Novo
- Na tortura, em quanto tempo você negaria Jesus?
- O amor restaurador do Pai e a volta do pródigo ao lar

Evangelização - A estratégia da Conquista

"Persuadiste-me, ó SENHOR, e persuadido fiquei; mais forte foste do que eu, e prevaleceste..." (Jeremias 20:7).

O texto bíblico contido no livro do profeta Jeremias nos indica um sublime caminho em direção à forma de evangelizar.

Muitos de nós conhecemos a história do Pequeno Príncipe, clássico infanto-juvenil de Saint-Exupéry. Em certo trecho do livro, o principezinho encanta-se com a beleza de uma raposinha e lhe diz: "venha aqui brincar comigo". Mas a raposinha responde: "Eu não posso... não fui cativada ainda...". O príncipe lhe pergunta o que significa cativar, e a raposa responde: "Cativar é criar laços. Você não é para mim nada mais do que um menino entre outra centena de meninos. E para você, eu sou apenas uma raposa, como outras tantas raposas. Mas se você me cativar, nós sentiremos falta um do outro. Você será para mim o único no mundo e eu seria para você a única no mundo". Depois disso, dia após dia, o pequeno príncipe aproximava-se pouco a pouco da raposinha. Ambos se cativaram.

Cativar alguém é um ato elevado. E é assim que Jeremias descreve a ação de Deus. Ele o cativou, o seduziu. E ao agir assim, revelou-se não como um Deus preocupado com mais um, mas um Deus cuja marca central é a pessoalidade, o amor, a gratuidade, o encanto. Isso nos leva a compreender melhor o que significa a palavra evangelizar. Não é somente convencer alguém a respeito de certas doutrinas. Mais do que isso, é cativar as pessoas, compartilhar com elas nossa própria vida, tal como Cristo fez (e faz) conosco. Foi o que aconteceu entre o pequeno príncipe e a raposinha – ambos compartilharam seu tempo um com o outro.

O principal objetivo da aproximação é servir, compartilhar Cristo e contribuir para que a vida do nosso próximo seja mais livre, feliz, realizada e completa.

Quando a evangelização começar a acontecer em outra perspectiva, com encanto e ternura, haverá mais abraços e a saudação de paz será realmente sinal de reconciliação entre Deus e entre nós, sinal de restauração de relações rompidas, sinal de graça nas ruas e praças. E nós temos urgência disso, principalmente em nosso mundo, tão marcado pela violência e perda de sensibilidade.

Espero que o texto de Jeremias nos ensine a compreender a evangelização numa nova perspectiva. A opção pelo abraço, o encanto, a poesia, o despertar da sensibilidade, do carinho e da acolhida. E que a graça de Deus me ajude a cativá-los...

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" (Antoine de Saint-Exupery)

Extratos do livro "Entre o Púlpito e a Universidade"
Carlos Calvani


Retirado de Reflexos Teológicos




Leia também:

- Comunhão e Evangelização
- Igrejas que Amam
- Entregue-se a Propósitos Nobres
- Tempo Oportuno
- Amor doador e perdoador

Na tortura, em quanto tempo você negaria Jesus?

Galera, vi o link para está mensagem no twitter.
Li e achei muito forte, porém, infelizmente, verdadeira...
Achei bacana compartilhar


Na tortura, em quanto tempo você negaria Jesus?

Veja que nessa pergunta há apenas um questionamento: em QUANTO tempo eu negaria Jesus. Eu tenho certeza que em minhas fraquezas EU NEGARIA ELE. A questão é apenas: “em quanto tempo?”

Resolvi falar sobre mim, porque pelo que eu vejo, alguns cristãos/crentes são fortes demais ou orgulhosos o bastante para admitirem publicamente que NEGARIAM JESUS.

Pedro fez isso 3 vezes, eu faria com certeza. E tenho perguntado para meu Pai: “Senhor, quanto tempo eu aguentaria sofrer, ser humilhado, espancado por amor a ti? Quero suportar em amor o máximo possível, dá-me força, coragem e uma fé verdadeiramente forte e sólida em Ti.”

Hoje, eu vejo alguns crentes dizerem: - Fui demitido do meu trabalho, isso é uma perseguição. Estou sendo perseguido entre os meus amigos porque sou crente.... entre outras coisas que sabemos que dizem no meio evangélico. Qualquer probleminha, qualquer dificuldade, qualquer palavra abala os “crentes” de hoje. Coitadinhos, não fale mal dos crentes, eles não suportam oposição, eles não suportam uma perseguição tão violenta assim. Blá, blá, blá... Crentes de papel como eu.

Lendo as revistas que recebo da Missão Portas Abertas sobre a Igreja Perseguida, fico pasmo! Como podem pessoas ainda hoje em dia perderem TUDO por amor à Cristo? Pessoas irem para a cadeia por amor à Jesus?!! E eu aqui, sentado no meu escritório, com um notebook, escrevendo um blog, falando de Jesus e não sofrer NADA!?? Então Deus me explicou o que eu mais temia, falou claro pra mim:

- Soli, você está aí porque EU sei que você não aguentaria ser perseguido por amor à mim.

Que vergonha! Somos colocados exatamente onde merecemos e nenhuma provação ou tentação chegará a nós que não possamos suportar (1 Cor. 10:13). Então, se você também não é perseguido pela sua fé de SUPERCRENTE, parabéns! Bem vindo ao clube dos que “Não suportariam ser torturados por amor à Cristo.”

Mas quero fazer a pergunta novamente para você.

Na tortura, EM QUANTO TEMPO você negaria Jesus?


Um Grande abraço à todos.

NELE que conhece e sabe das nossas fraquezas e pecados, mesmo assim nos ama sempre, como fez com Pedro. NELE que é a nossa vergonha e ao mesmo tempo a nossa vitória.

S. Limberger


Retirado de Buscai o Reino




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- Ocupa-te
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